Ao redor da fogueira, elas conversam, se fortalecem e curam umas as outras. Compartilham e, por isso, somam. Ali, vemos muito mais que um encontro: trata-se de um reencontro, em seus vários sentidos e dimensões. 

Algo verdadeiramente mágico acontece quando mulheres se reúnem em roda. E assim não deixaria de ser o I Encontro Círculo Sagrado de Mulheres, no último domingo (12), em Aldeia, Pernambuco.

O momento trouxe partilhas da Memória Ancestral da Tribo da Lua em um terreno, claro, cercado de árvores, verde e ar puro. Era o cenário ideal para uma tarde que – já desconfiávamos – seria marcante.

A terra estava úmida e o céu ameaçava chover, mas nada impediria aquela ciranda. Isso era certo! Aos poucos, mulheres iam chegando, vestidas com saias e vestidos, prontas para honrar suas Feminilidades Sagradas.

Algumas chegavam com suas crias, e que coisa linda de se ver são as mamães trazendo seus filhos aos braços da Grande Mãe Natureza. Essas crianças, cheias de alegria, sopram a esperança de um futuro mais matriarcal… De muito amor ao feminino.

Éramos 13 mulheres e duas meninas. Conversávamos, sorríamos, colhíamos galhos secos para ajudar a acender a fogueira. Agora, era hora de começar: Dani e Ana abriram o círculo. Todas da roda se apresentaram e, em cada fala, era possível observar a força e a beleza peculiares que cada uma possuía e transmitia.

Durante a primeira vivência, liberamos o fluxo das nossas emoções dançando as nossas quatro deusas interiores. Através da dança, fomos donzelas, mães, feiticeiras e anciãs. Voamos livres.

Depois, reencontramos-nos com aspectos da nossa sexualidade sagrada através da meditação.

Recebemos o sopro da Chanupa (Cachimbo Sagrado), para despertar memórias ancestrais de reconexão com nosso Útero e Sangue Sagrados.

Irmãs elevavam cantos sagrados embalados ao som de maracás e tambor. Algumas também rezavam suas medicinas da floresta; enquanto outras, poderosas guardiãs do fogo, cuidavam para que a fogueira não apagasse.

Juntas, refletimos sobre os aspectos de ser Mulher. Nossos ciclos, nossos corpos, nossa saúde, nossas escolhas e relações. Quando olhamos para o lado, de mãos dadas, percebemos que, embora cada uma siga sua jornada individual, não precisamos percorrer este caminho de cura e reconexão sozinhas.

Temos umas às outras.

O céu, que estava nublado, abriu. E o vovô Sol, ainda ameno, apareceu para nos presentear com sua luz.

Felizes, realizamos a Cerimônia de Oferenda Sagrada à Mama Pacha, na qual construímos uma Mandala com frutos e sementes. Por fim, enterramos a obra com a intenção de firmarmos nossa gratidão e nos abrirmos ao crescimento e florescimento.

Pachamama estava em festa!

Já era noite e o evento chegou ao seu final. Permaneceram, no entanto, boas lembranças, paz de espírito e corações repletos de gratidão. Abraçamos-nos, nos despedimos umas das outras e saímos renovadas. Ficamos aguardando, amorosamente, o próximo (re)encontro.

 

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