Muita gente morre de medo da realizar uma Consulta de Tarot por temer aquelas famosas "cartas ruins" – como "A Morte", "O Diabo" e a "A Torre".

Se você é uma dessas pessoas, já pode começar a ficar tranquila(o), pois a verdade é que não existem cartas completamente “boas” e “ruins” no Tarot. Todos os arcanos possuem, em sua essência, pontos positivos e negativos, e o que vai determinar se a carta está trazendo à tona seus aspectos mais fáceis ou difíceis é o contexto do jogo no qual ela está inserida.

Além disso, o Tarot nunca mostra aspectos negativos para que você permaneça neles, mas sim para que você possa enxergar e mudar esses pontos da sua vida.

No vídeo abaixo eu explico a essência das chamadas “As Noites Escuras da Alma”, que são as cartas mais temidas do Tarot, e porquê você não precisa ter medo delas:

Arcano XIII - A Morte

A carta d’A Morte não significa que você vai morrer. Na grande maioria das vezes, esta carta representa algum fim necessário para que haja uma transformação na sua vida. Uma mudança que provavelmente não é fácil, mas que é necessária para que você saia de uma estagnação que não está te fazendo bem.

Na imagem, é possível ver justamente uma transição de um situação sombria para um momento de mais luz.

Arcano XV - O Diabo

Este é um arcano que fala muito sobre desejos. É claro que desejar algo não é ruim, pois costumamos colocar energia e gás naquilo que queremos alcançar; mas é importante ter cuidado para que esses desejos não se tornem obsessões, vícios, fixações, excessos. É como se a carta d’O Diabo nos perguntasse: “Os teus desejos te libertam ou te aprisionam?”.

Esta é uma carta que também nos faz refletir sobre o que vem guiando nossas escolhas: é viver com felicidade e plenitude? Ou são aspectos superficiais como a vaidade, a aparência, o desejo material e/ou o desejo carnal?

Arcano XVI - A Torre

A Torre é a carta das mudanças repentinas, da ruptura que acontece  quando nossas expectativas caem, nossas ilusões são descobertas e aquilo tudo que a gente estava construindo é destruído.

É uma carta que fala sobre uma certa sensação de caos, desespero ou até de vazio que pode vir, mas também é uma carta que pede para nos voltarmos à nossa base. Pois aquilo que é base e que é nossa essência, mesmo depois de toda a queda, permanecerá lá. E é desse chão firme que nós vamos reconstruir os nossos sonhos! E o mais importante: enxergando, agora, aquilo que é verdadeiro.