(Foto: Pri Ferraz)

Se A Justiça segura uma balança, não é por acaso: é tempo de pesar e operar por equilíbrio. Aqui, estamos diante de uma carta poderosa, que revela as lições que precisamos aprender ao longo da vida.

Este é o caminho do chamado “ajuste kármico”, ou tempo da colheita. Ele aparece para dizer que vamos colher tudo o que cultivamos e que, com esses frutos da nossa conduta espiritual, devemos absorver os aprendizados necessários para crescermos.

Ao contrário do que muitos pensam, o karma não é punição. É resultado. E esta carta nos convida a aceitarmos as consequências dos nossos próprios comportamentos – sem desculpas e sem culpar os outros por algo provocado por nós mesmos.

Sim, A Justiça aponta nossas falhas e as torna um ensinamento. Saibamos que a lei do “tudo o que vai, volta” é verdadeira e, com isso, vamos tentar aprender com nossos erros quantas vezes forem necessárias. Até alcançarmos o sucesso.

Percorrer este caminho não é fácil e pode ser bastante desagradável, mas não deixe as dificuldades lhe desestimularem. Esta jornada fará você compreender, crescer, livrar-se do lixo que acumulou dentro de si e abrir espaço para grandes virtudes.

Na carta, vemos uma balança sendo suspensa. Em um dos pratos está a pluma de Maat (que simboliza a verdade e o certo), no outro, um coração humano.

Agora, imagine que é o seu coração no contrapeso da pluma, reflita se ele está pesado. A balança está pendendo para o lado do coração? O que o faz pesar tanto? O que precisa ser removido dele e do seu espírito para chegar ao equilíbrio da balança?

Desta forma, A Justiça dá uma ordem clara: remova os pesos do seu coração, dissipe tudo o que você não precisa, cure-o e o deixe pleno.